Os perigos e os dissabores do forno micro-ondas

Ícone da sociedade de consumo baseada na velocidade em detrimento da qualidade, o forno micro-ondas foi descoberto por acaso em 1945 pelo engenheiro electrotécnico Percy LeBaron Spencer, quando uma barra de chocolate que levava no bolso derreteu quando este passava por um radar.

Logo o forno micro-ondas, graças a velocidade que aquecia os alimentos, foi visto como um substituto do forno convencional. Foi adotado em praticamente em todas as residências brasileiras principalmente à partír dos anos 90.

Mas, vale a pena ter um forno deste em casa?

Para nós, a resposta é fácil: não.

Primeiro, o sabor e a textura do alimento aquecido é muito pior quando comparado ao forno tradicional. Experimente aquecer uma empada ou um quiche, por exemplo. O resultado é que o que era para ser crocante fica totalmente mole e sem sabor!

Em segundo lugar, é necessário saber que o forno micro-ondas funciona com uma radiação eletromagnética de alta frequência e que um vazamento desta radiação pode ser extremamente perigosa para sua saúde.

Se mesmo assim você quiser utilizar este tipo de forno, vale prestar atenção ao tempo de uso do aparelho, se a porta está funcionando direitinho e mesmo assim mantenha distância quando este estiver ligado.

Além disso, não se deve ficar olhando de perto o funcionamento do forno porque os olhos possuem muita água, cujas moléculas também são agitadas e aquecidas pelas microondas”, afirma o engenheiro eletrônico José Kleber da Cunha Pinto, da Universidade de São Paulo (USP).

Você também pode correr riscos ao aquecer recipientes plásticos compostos por BPA ou outras substâncias que podem ser cancerígenas(leia mais sobre o BPA aqui).

E como fazer pipoca sem micro-ondas?

Fácil! Basta uma panela, um pouco de óleo e alguns minutos a mais de paciência, já que não demora muito mais para a pipoca ficar pronta no fogão se comparada ao micro-ondas. Cerca de 5 minutos de diferença e olhe lá.

Quer mais motivos?

Um estudo realizado em 1999 sobre o cozimento de aspargos indicou que sua preparação no micro-ondas causou redução de vitaminas. Em outro estudo, desta vez sobre o alho, mostrou que 60 segundos de aquecimento no micro-ondas era suficiente para desativar a aliinase, princípio ativo do alho utilizado contra o câncer. Já o brócolis refogado no micro-ondas com pouca água perdeu até 97% dos antioxidantes benéficos.

E então, quer um alimento sem sabor, sem textura e sem nutrientes? Então use o micro-ondas.

O aquecimento no microondas cria novos compostos que não são encontrados na natureza, conhecidos como compostos radiolíticos. Ainda não sabemos qual o efeito dessas substâncias no corpo humano, mas já sabemos que não promovem a saúde.

Para finalizar, esqueça a comida com sabor de plástico! Lembre-se que nada é tão bom quanto o sabor de um alimento preparado no forno ou fogão, mesmo que de uma forma prática para suportar a correria do nosso dia-a-dia.

Fontes:
Ecycle
Cura pela Vida
Mundo Estranho
Green Me

Conheça os motivos para você comer alimentos ricos em prebióticos

Os alimentos ricos em prebióticos, como o alho cru e as alcachofras, servem como comida para as boas bactérias, ou os chamados probióticos(isso mesmo, com “pro”), que quando bem alimentados geram diversos benefícios ao corpo humano.

Os probióticos são os alimentos que estão na moda quando se fala em saúde e nada mais são que as bactérias benéficas que vivem em nosso aparelho digestivo e encontradas em alimentos como iogurtes e alimentos fermentados.

os prebióticos são certos tipos de fibras encontradas naturalmente em alguns alimentos e que servem de alimento aos probióticos. Quando esses últimos se alimentam, eles não apenas se multiplicam, como também liberam subprodutos metabólicos, de acordo com um estudo(leia aqui) da University of Colorado Boulder(UCB).

Resumindo, os prebióticos deixam os probióticos felizes, e probióticos felizes trazem muitos benefícios para nossa saúde.

Mas nem todas as fibras são consideradas prebióticos, já que para ter essa classificação, o alimento prebiótico precisa, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Americano, ser resistente à acidez gástrica, passar por hidrólise por enzimas, ter absorção no trato gastrointestinal superior, além de ser fermentado pela microflora intestinal e por consequência estimular o crescimento das bactérias intestinais potencialmente associadas com a saúde e o bem-estar.

Além do alho cru e da alcachofra, outros alimentos ricos em prebióticos são: a cebola, o tomate, a banana, a cevada, aveia, trigo, cerveja e mel. Também está presente nas cascas de oleaginosas e leguminosas como a linhaça, soja e na raíz da chicória.

Os benefícios são diversos, como a melhora do sono, já que o estudo da UCB sugere que uma dieta rica em prebióticos melhora o sono no estágio anterior ao REM, que é o estágio mais profundo do sono.

Melhora da saúde psicológica e do cérebro, já que ao melhorar o sono automaticamente a saúde do cérebro melhorará consideravelmente.

Além disso, alimentos ricos em prebióticos ajudam a reduzir o risco de câncer coloretal, de acordo com nove estudos feitos pela Universidade de Minnesota. Também aumenta a absorção de cálcio e a sensação de saciedade, podendo levar até mesmo a perda de peso.

Por isso, a partir de hoje, coloque em sua lista de compras todos esses alimentos ricos em prebióticos.

Fonte / Referências:
• Tree Hugger : “6 reasons to eat more food rich in prebiotics”

Instituto Nacional de Saúde Americano

University of Colorado Boulder(UCB)

Saiba quais são os possiveis perigos dos parabenos para sua saúde

Os parabenos são conservantes sintéticos utilizados em milhares de produtos em todo o mundo, como alimentos, medicamentos e principalmente cosméticos, como shampoos e condicionadores(adulto e infantis), maquiagens, loções, esmaltes, cremes, desodorantes, sabonetes, perfumes, etc. Esta matéria tem por objetivo mostrar quais são os possiveis perigos dos parabenos para sua saúde e como você pode(ou deve) fazer para evitá-los.

O questionamento dos perigos dos parabenos para sua saúde surgiram após algumas pesquisas mostrarem indícios do uso destes conservantes com o desenvolvimento de certos tipos de câncer, como o de mama(em 2004, um estudo conduzido por oncologistas da Universidade de Reading, Inglaterra, com tecidos de mama cancerígenos, verificaram que 99% das amostras analisadas de pacientes haviam resquícios de parabenos).

Uma outra pesquisa, desta vez conduzida pelo Laboratório de Saúde Pública de Tóquio, em 2002, aponta que o propilparabeno, um tipo de parabeno, pode afetar(negativamente) a fertilidade de mamíferos.

Tudo isso porque o parabeno interfere no sistema endócrino e possui atividade estrogênica quando infiltrado em nosso corpo, o que significa que ele se passa por um hormônio. Por isso é considerado um disruptor(ou desregulador) endócrino(saiba mais aqui sobre os disruptores endócrinos).

Os tipos mais comuns de parabenos são o metilparabeno, o propilparabeno, o butilparabeno e o etilparabeno. Por isso, leia atentamente o rótulo dos produtos que você costuma consumir para verificar se estes possuem ou não parabenos. A melhor forma de evitar os perigos dos parabenos é se informando e evitando produtos que o contenham.

No Brasil, existe um controle rígido e um limite estabelecido pela Anvisa, que estabelece limites máximos de parabenos nos produtos, com concentrações máximas de 0,4% de cada parabeno e um máximo de 0,8% de parabenos totais em cosméticos.

Apesar disso, nossa sugestão é que você evite comprar produtos que contenham parabenos, valendo a pena até mesmo importar produtos naturais sem essa substância. Nós, por exemplo, costumamos comprar cosméticos importando estes do iherb.com, que demoram entre 1 e 2 meses para chegar mas valem muito a pena.

Outra solução: faça você mesmo seu cosmético natural!

Você também pode optar por fazer seu próprio cosmético em casa, usando seu próprio conservante natural(como por exemplo o óleo de coco, a canela, ou ambos, que são extremamente eficientes e saudáveis) e montando seu produto da forma como achar melhor.

Nós, do Cultivate, temos uma seção em nosso site(Faça você mesmo – clique aqui para conhecer) com diversas receitas de produtos que você pode fazer facilmente em casa, como pastas de dentes, enxaguantes bucais, repelentes de insetos, entre diversos outros.

Mesmo que você leia por aí artigos informando que os parabenos não são tão ruins assim e que não existem reais “perigos dos parabenos” para sua saúde, vale(e muito) evitar o risco, já que é comum a indústria fazer a defesa de substâncias(como já fizeram com o cigarro e com o chumbo presente em tintas, por exemplo – inclusive com artigos “científicos”) com grandes indícios de serem perigosas para a saúde, para amenizar seus prejuízos financeiros.

Infelizmente é assim que acontece sempre, o lucro colocado sobre o bem-estar e a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Fontes e referências
• Lookaholic – “Parabenos fazem mal para a saúde mesmo?”
• E-cycle – “Você conhece os problemas dos parabenos?”
• Beleza e Saúde – “Você se preocupa com os parabenos?”

O significado dos números nas embalagens plásticas e como isso afeta sua saúde

Você sabe o significado dos números nas embalagens plásticas, geralmente presentes na parte inferior de embalagens, copos, talheres e outros acessórios feitos com plástico?

Apesar de parecerem simples marcações de reciclagem, os números inseridos nos plásticos pode dizer muito sobre a composição e qual tipo de material utilizado para fazer aquele tipo de plástico.

E saiba que boa parte destes podem fazer muito mal para sua saúde, principalmente quando utilizados para armazenar alimentos e líquidos. Por isso é bom entender os significado desses números nas embalagens plásticas e desta forma proteger sua saúde.

Montamos abaixo uma lista com a função e também os riscos de cada um deles. Porém, para adiantar, prefira sempre utensílios plásticos marcados com os números 2, 4 e 5(na falta destes pode-se usar também o 1), que são os mais seguros para a saúde humana.

O significado dos números nas embalagens plásticas:

» Plásticos marcados com o número 1(PET): destinado para as embalagens PET, feitas a partir do “polietileno tereftalato”. São empregados também em garrafas para água mineral, refrigerantes, água, óleo, cremes, antissépticos bucais, entre muitos outros.

Riscos: estes plásticos não devem ser reutilizados, pois podem eventualmente libertar metais pesados ​​e substâncias químicas que afetam o equilíbrio hormonal. São destinados a aplicações de uso único.

» Plásticos marcados com o número 2(PEAD): são os “polietilenos de alta densidade”, destinados às embalagens de iogurte, leite, sucos, sorvetes e produtos de limpeza. Quando for comprar uma garrafa de água embalada com material plástico, dê preferência aquelas feitas com este material, pois são as mais seguras.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 3(PVC): são os “policloretos de vinila”, muito conhecidos na cozinha graças ao “plástico filme”, bastante utilizados para armazenar alimentos. Além disso, também são empregados em tubos, brinquedos, conexões para água, lonas, bolsas de sangue e soro, medicamentos, calçados, etc.

Riscos: podem liberar BPA e ftalatos, produtos químicos usados como aditivos para os plásticos com o intuito de torná-los mais maleáveis. Existem diversos estudos que ligam BPA e câncer. Ao entrar na corrente sanguínea, o BPA, ou Bisfenol-A confunde os receptores celulares no organismo e se comporta de forma parecida aos estrógenos naturais, isto é, como mais um hormônio do corpo. Com porções muito pequenas(nanomolares) desta substância no corpo, este já pode causar alterações na ação nos hormônios da tireóide, a liberação de insulina pelo pâncreas e aumentando a proliferação das células de gordura. (Saiba mais sobre os riscos do PVC nesta outra nossa matéria)

» Plásticos marcados com o número 4(PEBD): são os “polietilenos de baixa densidade”, polímeros usados para produzir sacos de lixo, sacolas de mercado, bolsas de soro fisiológico, etc.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 5(PP): são os “polipropilenos”, plásticos que podem ser usados para fabricar embalagens para alimentos, remédios, seringas descartáveis e outros produtos domésticos.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 6(PS): este é o “poliestiremo”, largamente utilizado na indústria e empregado na produção frascos, potes, bandejas de supermercado, aparelhos de barbear, partes internas de geladeiras, etc.

Riscos: o poliestireno é considerado um produto químico altamente tóxico, que pode ser liberado quando há um aquecimento deste material para aquecer alimentos em fornos microondas ou mesmo para servir chás e cafés quentes. Este material libera algumas substâncias cancerígenas e é comumente usado na produção de copos e talheres descartáveis.

» E finalmente, os plásticos marcados com o número 7(OUTROS): são as resinas plásticas, entre elas podemos citar o policarbonato, ABS, poliamida e acrílicos. É um dos tipos mais perigosos e infelizmente é muito usado nos garrafões de água e em recipientes para alimentos (potes de plástico usados na cozinha).

Riscos: muitos destes também liberam o BPA, ou Bisphenol-a, já tratado acima(plásticos marcados com o número 3) e relacionado ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Ao entrar no corpo, o BPA pode confundir os receptores celulares no organismo, se passando por estrógenos naturais, fazendo com que o corpo o absorva. (Saiba mais sobre os riscos do BPA nesta outra nossa matéria)

Esta substância é proibida em alguns países como Canadá, Dinamarca, Costa Rica e alguns estados americanos. No Brasil, até alguns anos atrás o Bisfenol A era utilizada na produção de mamadeiras, copos e pratos para bebês. Desde janeiro de 2012 o país proibiu a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A nas mamadeiras. Porém para os demais materiais plásticos, infelizmente o uso ainda está liberado.

Referências:
Blog O Diário – “O número nas embalagens plásticas e os seus efeitos na Saúde”
Mundo Educação – “Alerta para o uso de plásticos”
e-Cycle – “Maioria dos plásticos libera compostos parecidos com estrogênio, o que pode enganar o organismo e trazer problemas à saúde”

Macarrão de abobrinha fácil, rápido e delicioso

Saudável, saboroso, vegetariano e vegano, este espaguete ou macarrão de abobrinha fácil é ainda delicioso e facílimo de preparar. Em menos de 20 minutos você consegue preparar o seu, isto é, você vai precisar de uns 15 minutos para lavar a abobrinha e somente mais 5 minutos de preparo.

A abobrinha(ou zucchini, jerimum-mirim, courgette, curgete, abóbora-moganga, abóbora-porqueira, jerimum, abóbora-carneira, abóbora-de-porco ou abóbora-moranga, enfim…) tem inúmeras propriedades benéficas para a saúde.

Ela tem propriedades antioxidantes, ajuda regular o nível de açúcar no sangue, é anti-inflamatória, antimicrobiana, anti-câncer, protege o sistema respiratório contra a asma, fortalece ossos dentes, é ótima para o coração e por fim, ainda ajuda a emagrecer!

A abobrinha também auxilia nas dietas para perda de peso
A abobrinha é ainda um dos vegetais menos calóricos do mundo, contendo apenas 37 calorias a cada 100 gramas, por isso uma excelente aliada para quem quer perder peso. Você também pode combinar este prato com outros pratos rápidos que já publicados, clique aqui e veja a lista.

Vamos ensinar abaixo a receita básica do macarrão de abobrinha, temperando-a somente com azeite, alho e cebola. Porém, você pode usar a preparação básica e combinar com o molho de sua preferência, seja de tomates, branco, pesto, etc.

Receita de macarrão de abobrinha

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Serves: 2 Prep Time: Cooking Time:

Ingredients

  • 3 abobrinhas médias (de preferência orgânica)
  • 1 cebola cortada em cubos
  • 3 dentes de alho esmagados
  • 2 colheres de azeite de oliva extra-virgem
  • Pimenta preta moída na hora
  • Sal

Instructions

Lave as abobrinhas em água corrente e deixe-as de molho em água com a substância de lavagem/bactericida de sua preferência por 15 minutos.

Enxague e fatie as abobrinhas com um ralador que permita que estas fiquem finas como um espaguete.

Aqueça uma panela, coloque o azeite, a cebola e os alhos e mexa por aproximadamente 2 minutos. Acrescente as abobrinhas fatiadas e continue mexendo por mais 3 minutos. Desligue o fogo, acrescente o sal, a pimenta, mexa mais uma vez e pronto!

Seu espaguete ou macarrão de abobrinha estará pronto!

Bom apetite!

Notes

Dica: ao servir, experimente colocar sobre o prato um filete de azeite com trufa branca, pois este tem um sabor que vai se destacar bastante neste prato.

Entrevista com Vandana Shiva sobre sustentabilidade e preservação da biodiversidade

Entrevista com Vandana Shiva, indiana Ph.D. em filosofia e ativista pelo meio ambiente, ao Fronteiras do Pensamento.

Nessa entrevista, Vandana fala sobre sustentabilidade e reflete sobre as razões que a levaram a trabalhar com a preservação da biodiversidade e o movimento de preservação de sementes.

Os trechos abaixo da entrevista com Vandana Shiva ilustram bem a posição da indiana sobre temas como a “Revolução Verde”, a agroindústria, o controle e a propriedade intelectual sobre as sementes, os subsídios ao agronegócio e muito mais. São 11 minutos de entrevista que valem muito a pena.

“Punjab (Índia) é o território onde primeiro foi implementada a Revolução Verde, em 1965. A ela foi dado o Prêmio Nobel da Paz (1970). Mas em 1984, Punjab havia se tornado um território de guerra, com 30 mil mortos. O que me fazia pensar: se aquilo não era sobre paz e sim sobre guerra, o que é a Revolução Verde? Por que fazermos a agroindústria? Como se pode forçar a propriedade intelectual sobre as sementes e tornar os agricultores dependentes dessas patentes? Como se pode forçar os agricultores a abrir mão de suas vidas e suas culturas para que algumas empresas despejem produtos baratos mediante enormes subsídios? Desde então, tenho trabalhado para preservar a biodiversidade.”

“Essas batalhas são árduas, nós lutamos contra as maiores corporações do mundo. Mas eu prefiro levá-las adiante do que subjugar o planeta, suas espécies e seus povos à destruição que vêm causando. Esta é a batalha que nós temos hoje: das trezentas milhões de espécies que existem, sedentas por sobreviver livremente, versus a indústria da biotecnologia atuando para destruí-las, bani-las. Agricultores querendo cultivar alimentos saudáveis para as pessoas, acusados de não serem eficientes, quando são muito mais eficientes que os latifúndios. Eles não são subsidiados. O agronegócio não existiria sem seus 400 bilhões de dólares de subsídios. E, a cada instância, lucros e poder andam de mão dadas.”

Assista abaixo ao video com a entrevista com Vandana Shiva:

Documentário completo: O mundo segundo a Monsanto

O Mundo Segundo A Monsanto” é um documentário feito por Marie-Monique Robin e lançado em 2008, que mostra como a empresa tinha consciência que muitos de seus produtos seriam prejudiciais às pessoas, porém preferiram esconder isso das autoridades com o objetivo de manter seus lucros.

A empresa é uma das maiores fabricantes de pesticidas do mundo, além de insumos agrícolas, sementes e alimentos geneticamentes modificados. O mundo segundo a Monsanto mostra ainda como a empresa também foi a responsável pela fabricação do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã.

“O Mundo Segundo A Monsanto’ mostra ainda os diversos casos de câncer comprovadamente decorrentes do uso destes produtos, como por exemplo o “Roundup”, um dos herbicidas mais usados no mundo, além do processo que a obrigou a retirar o termo biodegradável deste mesmo produto, por propaganda enganosa.

Marie-Monique Robin é uma premiada jornalista francesa, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado “Esquadrões da Morte: A Escola Francesa”- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70. Recebeu o prêmio Albert Londres em 1995, por Voleurs d’yeux, um trabalho sobre o roubo de órgãos.

Assista abaixo ao documentário O Mundo Segundo A Monsanto

Documentário completo: O veneno está na mesa

Você sabia que o Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos, cerca de 5,2 litros/ano por habitante? Além disso, sabia que dezenas de produtos que são proibidos em diversos países do mundo, por cusarem problemas de saúde, são tolerados e utilizados largamente no Brasil?

O veneno está na mesa” é um documentário do cineasta Silvio Tendler, que além dos problemas acima, fala também da “revolução verde”, que disseminou a plantação de alimentos geneticamente modificados e tratados com um uso descontrolado de agrotóxicos e outros produtos químicos.

O resultado foi, além da consequente destruição da agricultura tradicional, um enorme estrago na saúde de todos. O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consomem os produtos agrícolas.

Só quem lucra são as multinacionais que fabricam os agrotóxicos.

A solução é a mesma: muita informação e alimentos orgânicos.

Assista aqui ao filme completo “O Veneno Está na Mesa”:

Faça você mesmo: creme dental caseiro (nova versão)

Esta é nossa segunda versão de creme dental caseiro(veja o anterior aqui) e resolvemos pública-lo pois o resultado ficou ainda melhor que a nossa primeira versão.

Na verdade, criar sua própria versão de um creme dental caseiro é muito fácil, pois você tem os ingredientes básicos, que são o bicarbonato, o sal e o óleo de coco, que podem ser misturados a óleos essenciais ou outros ingredientes do seu gosto. Vale o exercício de criar diversas versões, cada hora experimentando um ingrediente diferente.

Nesta nova versão, colocamos uma maior quantidade do óleo essencial de hortelã-pimenta e do óleo de coco, porém reduzimos a quantidade de água. Além disso, inserimos algumas gotas do óleo essencial de lavanda e do melaleuca, que, além de dar um sabor/odor refrescante ao creme dental caseiro, possuem propriedades antibacterianas, antifúngicas e antivirais, além de anti-inflamatórias e analgésicas.

A canela em pó é um excelente conservante natural, assim como o óleo de coco, que garantem maior validade para o seu creme dental. Mesmo assim o ideal é sempre armazena-lo na geladeira, tampado, e sempre que for escovar os dentes, utilize uma colher pequena e limpa para pegar a pasta e colocá-la na escova(ou diretamente na boca).

Ingredientes do creme dental caseiro:

• 1/3 de xícara(ou 80 gramas) de bicarbonato de sódio
• 1 colher de chá de sal marinho
• 1 colher de chá rasa de canela em pó
• 2 colheres de sopa de óleo de coco(» Compre aqui)
• 20 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta(» Compre aqui)
• 6 gotas de óleo essencial de lavanda(» Compre aqui)
• 3 gotas de óleo essencial de melaleuca(» Compre aqui, orgânico)
• 1 ou 2 colheres de sopa de água filtrada
• (opcional) 2 envelopes ou 1,6 gramas de Stevia adoçante(pó)(» Compre aqui stevia orgânico)

Como preparar

Misture tudo o que for em pó(bicarbonato de sódio, sal marinho, a canela e o stevia) em um recipiente onde você possa mexer sem derramar. Acrescente os óleos essenciais(hortelã-pimenta, lavanda e melaleuca) e misture novamente. Depois, coloque as colheres de óleo de coco e misture novamente até quase obter uma mistura consistente.

No final, acrescente uma colher de sopa de água filtrada ou fervida(fria) e misture até obter a consistência desejada. Se estiver ainda esfarelando, acrescente mais uma colher de sopa de água e misture.

Pronto, sua pasta estará perfeita para o uso.

Por que utilizar um creme dental caseiro?

Só para lembrar, são diversas matérias alertando sobre o perigo de alguns dos ingredientes utilizados nas pastas de dentes convencionais, que vão desde o flúor, tão valorizado pela publicidade, até outros ingredientes como o triclosan, mais recentemente associado ao câncer em testes feitos com animais.

Ao todo são 8 ingredientes perigosos para a saúde encontrados na maios parte dos cremes e pastas dentais. São estes:

• Fluoreto de sódio: desregula as glândulas hormonais e reduz as funções das glândulas adrenal e tireóide.
• Propilenoglicol: é um tipo de óleo mineral comumente usado na indústria em tintas, esmaltes, vernizes, além de produtos para a refrigeração de motores e anticongelantes.
• Glicerina: apesar de não ser tóxica, ela adere aos dentes impedindo a absorção de minerais naturalmente presentes na saliva, além de impedir a limpeza natural da lingua sobre os dentes.
• Sorbitol: Açúcar alcóolico usado para não deixar que a pasta endureça depois de aberta.
• Aspartame ou Sacarina: alguns estudos sugerem que adoçantes deste tipo podem ser prejudiciais para a saúde humana.
• Dietanolamina (DEA): Usada para fazer espuma, têm associado ao seu uso um aumento de casos de câncer no fígado e rins.
• Triclosan: ação anti-bacteriana e anti-fúngica, que impede o funcionamento adequado da tireóide e em testes recentes em animais gerou aumento nos casos de câncer.
• Lauril sulfato de sódio: usado para dar forma à pasta e também agente usado para a remoção da placa bacteriana. Porém, diversos estudos vem demonstrando que este produto pode causar úlceras e até mesmo câncer nas gengivas.

Fontes / referências:
• Cura Dente – “Creme dental: perigoso para a saúde do corpo e dos dentes?”
• Yogui.co – “Produto químico encontrado no creme dental colgate total está ligado ao câncer”
• E-how – “Quais são os perigos da ingestão da pasta de dentes por crianças?”
• Arte de Nutrir – “Os 6 ingredientes prejudiciais a saúde presentes nos cremes dentais”

Os riscos de embalar alimentos com PVC

Os riscos de embalar alimentos com PVC(aquele plástico filme prático para embalar e armazenar alimentos) podem ser tão danosos para a saúde como utilizar recipientes com BPA(leia sobre isso nesta outra matéria que publicamos).

Isso porque estudos realizados com ratos de laboratório constataram que os dois aditivos químicos mais usados para dar flexibilidade ao PVC contém substâncias que podem causa câncer de fígado e problemas de fertilidade.

De acordo com uma pesquisa do INCQS(Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), laboratório da Fiocruz que é usado como referência pela Anvisa, concluiu que embalar alimentos com PVC(ou policloreto de vinila) pode ser prejudicial à saúde, principalmente se forem alimentos gordurosos, como queijo, carne, frango, etc.

A pesquisa constatou que alimentos com teor de gordura superior a 5% recebem maiores quantidades dessas substâncias. Os riscos de embalar alimentos com PVC também estão presentes quando um alimento aquecido é embalado no plástico. As substâncias nocivas presentes no pvc são os ftalatos, comuns por provocarem danos ao sistema reprodutivo animal e humano, além de sua atuação como disruptor endócrino(quando a substância se passa por um hormônio no corpo humano).

Além de estarem presentes nos plásticos para embalar alimentos com PVC, os ftalatos são encontrados em outros tipos de plásticos, como copos, pratos, aparatos médicos como aquelas bolsas de sangue, medicamentos e soro, brinquedos, encanamentos, adesivos ou qualquer outro plástico PVC com numero de reciclagem 3.

A solução para os riscos de embalar alimentos com PVC

Procure guardar seus alimentos em recipientes de vidro e evite embalar alimentos com PVC. Além desses recipientes serem mais seguros, são ainda mais ecológicos, já que podem ser utilizados indefinidamente e não precisam ser descartados após o uso.

Caso você ainda precise utilizar um produto plástico para embalar alimentos, procure nas embalagens aqueles marcados como sem DEHP ou DEHP free. Tipos plástico que utilizam DEHA(um outro composto alternativo ao DEHP) ainda possuem estudos inconclusivos sobre seus efeitos sobre a saúde. Mas também não é recomendável, já que estudos indicam que sua atividade é similar a do DEHP.

Os plásticos de polietileno (PEBD/PELBD-4), comumente usados para embalar pães de forma também são seguros. Uma dica é utilizar este tipo de plástico ou mesmo reutilizar essas embalagens quando o pão acabar, mas lembre-se, nunca embalando o alimento aquecido.

Fontes:
Diário Popular – Filme de PVC pode contaminar alimentos e prejudicar a saúde

E-cycle – Plastificantes que compõem filmes de PVC podem ser transmitidos aos alimentos

Estadão – Embalar alimentos com filme PVC pode fazer mal à saúde