Meditação pode ajudar contra doenças cardíacas

Pela primeira vez, a American Heart Association (AHA) emitiu uma declaração sobre os efeitos positivos da meditação para o coração.

Especialistas do AHA revisaram dezenas de estudos analizando 8 diferentes tipos de meditação e seus efeitos positivos em relação a diversos problemas cardíacos, como por exemplo o ataque cardíaco, a pressão sanguínea, o estresse, a aterosclerose, etc.

No geral, os estudos foram considerados encorajadores e positivos, como afirmou a Dra. Glenn Levine, presidente da AHA e da American College of Cardiology. Mas os dados ainda não são suficientes para justificar uma recomendação da meditação para tratamentos de doenças cardíacas.

“Nossa mensagem clara é que a meditação pode ser uma intervenção [adicional] boa, mas especificamente não queremos que as pessoas dependam da meditação ou de outras intervenções auxiliares no lugar de terapias comprovadas”, diz Levine.

A meditação pode ajudar a diminuir alguns dos fatores de risco para doença cardíaca, como reduzir o estresse e a pressão arterial. Ela ajuda a reduzir os níveis de hormônios do estresse no corpo, que são associados a um maior risco de ataques cardíacos e mantém a pressão arterial baixa, reduzindo o risco de problemas cardíacos.

De qualquer forma, a meditação pode atuar como um complemento, e assim que novos estudos forem realizados, a meditação pode ganhar ainda mais força nos diversos tipos de tratamento.

Fonte: Revista TIME

Carne fraca, não se deixe enganar

A questão é: somos enganados diariamente, seja através das propagandas que assistimos, dos produtos que consumimos, dos noticiários que acompanhamos, dos políticos ou partidos em que votamos e inclusive até mesmo das matérias(pode ficar tranquilo que não é não é o caso desta) que a gente lê por aí.

Isso é um fato, mas pior do que isso, é que, como seres humanos, temos tendência a acreditar nessas mentiras, mesmo tendo consciência de que aquilo que esta nos sendo contado é falso.

Deixamos nos enganar para manter nosso prazer, nosso conforto, mesmo que isso prejudique nossa saúde, ou cause sofrimentos a outras pessoas, animais ou ao meio ambiente.

As pessoas para o consumo

Os seres humanos se tornaram simples consumidores, ávidos por produtos descartáveis, porém com conceitos “descolados” de fundo.

E vai desde a propaganda daquele carro de tamanho descomunal sendo pilotado no meio da natureza linda, bela e selvagem, mas que na realidade será dirigido em meio ao trânsito urbano, ocupando espaço e consumindo muita(muita mesmo) gasolina/petróleo, que polui e acelera a destruição desta mesma “natureza linda, bela e selvagem”, até uma simples embalagem plástica para armazenar alimentos, porém repleta de Bisphenol-A, substância cancerígena(saiba mais aqui).

Já os métodos usados pelas grandes indústrias para se defender de acusações é clara: basta investir em matérias ditas “científicas” para minimizar os problemas e desta forma iludir seus consumidores.

Além disso o apoio da publicidade e dos veículos de comunicação são essenciais para que o produto volte a ser largamente consumido e todo mundo esqueça seus malefícios.

Um exemplo é a indústria do tabaco, que sabia dos malefícios do fumo para os seres humanos bem antes destes serem revelados por estudos, porém, ela sabia também que as que evidências ligando o fumo a doenças eram estatísticas epidemiológicas, e que isso dava uma grande aberura jurídica já que era muito difícil relacionar diretamente o fumo ao câncer(Leia mais aqui).

Outra indústria que também segue este caminho é a indústria do açúcar, onde através do “Projeto 226”, pagou aos pesquisadores de Harvard o equivalente a 50 mil dólares por um artigo baseado em literatura científica sobre o consumo do açúcar(veja aqui). Fica claro aqui que o objetivo não era obter um artigo negativo, muito pelo contrário.

Outras grandes empresas, além dos casos acima — feita por grupos industriais que representam os interesses de setores como os produtores de carne e de frutas — costumam também financiar pesquisas ‘científicas”.

Desta forma essas pesquisas “positivas” financiadas se tornam parte da literatura científica e acabam sendo citados por outros pesquisadores, passando-se por um “fato científico”. O cigarro deixa de causar câncer, assim como o chumbo, o açúcar não causa mais diabetes e os agrotóximos fazem bem para sua saúde. Assim, muitas mentiras.

E por falar em carne

O caso mais recente, pelo menos no brasil, é o da investigação “carne fraca”, que identificou uma série de irregularidades nas empresas que comercializam diversos tipos de carne para consumo, como a carne de boi e o frango, por exemplo.

Porém, um dia depois das informações chocantes serem divulgadas publicamente, os veículos de comunicação, além do próprio governo, correram para “abafar” o caso, dizendo que a história não era bem essa, que estavam exagerando, enfim, uma clara tentativa de minimizar os prejuízos, que é tudo o que as grandes corporações querem.

Para o governo, é um prejuízo enorme com a exportação, já para os grandes grupos de mídia, serão muitas as perdas e investimentos publicitários.

Além disso, eles(governo + mídia) sabem também que as pessoas que consomem carne estão ávidas por um contraponto, por uma justificativa que alivie um pouco a preocupação com a saúde, mesmo que venha por meio de uma notícia falsa.

A carne e o câncer

Aliás, não foi a primeira vez que a carne foi relacionada a algo ruim, já que em 2015 a OMS(organização mundial de saúde), revelou o resultado de uma pesquisa que mostrava claramente a relação da carne processada e embutica com alguns tipos de câncer(leia aqui).

Mesmo com toda essa “epidemia” moderna de câncer, com crescimento no número de casos que muito claramente estão relacionados ao consumo tanto das carnes, como de outros tipos de alimentos industrializados repletos de conservantes cancerígenos como o nitrito, por exemplo, qual o resultado? Tudo abafado novamente, em prol dos interesses financeiros.

E por falar em animais

Um outro ponto, além da saúde, mas que está bem claro para as pessoas que se alimentam de carne — mas que estas também preferem se deixar enganar — é o do próprio abate do animal. As indústrias vendem a história do tratamento “humanizado” para os milhares de animais mortos diariamente em todo o planeta.

Porém, o que acontece é bem diferente. Caso não acredite, faça uma simples pesquisa na internet, ou, caso tenha coragem(e estômago), assista a vídeos como o filme Earthlings(assista aqui).

Existe uma saída?

É difícil encontrar uma saída fácil, mas a principal dica é: investigue, pesquise e não se deixe enganar.

Você não precisa ficar paranóico em busca de informações detalhadíssimas, mas pode melhorar muito a sua vida e também a dos demais simplesmente tendo consciência daquilo que você consome.

Não acredite em embalagens, propagandas, matérias ou tudo mais que encontra por aí. Entenda como funciona a sociedade e não se deixe enganar(consciente ou inconscientemente).

Os 10 países com o maior número de vegetarianos no mundo

O vegetarianismo vem crescendo no mundo, assim como o veganismo, tanto por questões de saúde, como também éticas, ambientais e em alguns casos também religiosas.

Mas você já teve curiosidade em saber quais os países com o maior número de vegetarianos no mundo?

O site World Atlas e também a Wikipedia fizeram uma compilação de diversos estudos e pesquisas ao redor do mundo, elaboradas por institutos e organizações independentes para tentar classificar as nações de acordo com a porcentagem de vegetarianos em suas populações.

Colocamos aqui a listagem do World Atlas, que é mais específica, porém com resultados muito próximos ao da Wikipedia.

O primeiro lugar da lista é fácil de saber: a Índia. Cerca de 360 milhões de pessoas são vegetarianas nesse país, onde a população total chega atualmente a 1.2 bilhões.

Isso significa que a Índia tem mais vegetarianos do que todos os vegetarianos do restante do mundo juntos. A grande maioria dos vegetarianos indianos seguem a dieta por motivos religiosos.

A grande surpresa da lista é justamente o Brasil, que ficou em um surpreendente oitavo lugar.

Veja abaixo a lista completa dos países com o maior número de vegetarianos do mundo

India 38%
Israel 13%
Taiwan 12%
Italia 10%
Austria 9%
Alemanha 9%
Grã-Bretanha 9%
Brasil 8%
Irlanda 6%
10º Austrália 5%

Fonte & Referências
• World Atlas“Countries With The Highest Rates Of Vegetarianism”

• Wikipedia“Vegetarianism by country”

Conheça a cidade floresta que está sendo projetada na China

A poluição severa que afeta as grandes cidades chinesas pode estar com seus dias contados. A ideia vem do arquiteto Stefano Boeri, que projeta edifícios verdes, compostos de gigantescos jardins verticais, mas que agora quer expandir a ideia construindo sua primeira “cidade floresta”.

Boeri, que é italiano, ficou famoso por projetar na cidade de Milão o “Bosco Verticale”, arranha-céu composto por duas torres e repleto de verde. Graças ao seu reconhecimento neste projeto, foi chamado para construir na cidade de Nanjing mais duas torres, seu primeiro projeto na Ásia.

Para se ter uma ideia, este novo projeto que Boeri está desenhando para a cidade de Nanjing, terá 23 espécies de árvores e mais de 2.500 cascatas de arbustos e imagina-se que irá absorver 25 toneladas de dióxido de carbono do ar a cada ano e produzir cerca de 60 kg de oxigênio a cada dia.

cidade floresta

“Duas torres em um grande ambiente urbano, tais como Nanjing é uma pequena contribuição, mas é também um exemplo. Esperamos que este modelo de arquitetura verde possa ser reproduzida, copiada e replicada.” disse Boeri.

Mas Stefano Boeri quer ir ainda mais longe e pretende construir futuramente na China uma cidade inteiramente composta de prédios verdes, sua “cidade floresta”.

Ele está desenhando um novo projeto baseado na ideia e imagina que até 2020 possamos ter a primeira cidade floresta do mundo. Stefano Boeri diz acreditar que os governantes chineses não desejam mais ter imensas e populosas megalópoles, mas sim diversas cidades verdes com até 100 mil habitantes.

cidade floresta
Cidade floresta projetada para Liuzhou

A cidade de Luizhou será provavelmente a primeira contemplada, com uma população de 1,5 milhões de habitantes e localizada em uma região bem montanhosa.

O conceito de cidade floresta é uma esperança, pois podem ajudar bastante no desenvolvimento sustentável de todo o planeta, já que os modelos estruturais atuais de cidades estão claramente decadentes.

São conglomerados com milhares(ou milhões) de pessoas vivendo em cidades que não os comportam, gerando trânsitos inimagináveis, poluições altamente tóxicas, péssima qualidade de vida, danos quase que irreparáveis ao meio ambiente e por fim diversos problemas de saúde para seus habitantes.

“Pensamos e esperamos que esta ideia florestas verticais possam ser replicadas em qualquer lugar. Eu não vejo absolutamente nenhum problema se há pessoas que estão copiando ou replicando isso. Espero que o que temos feito possa ser útil para outros tipos de experiências.” finalizou Boeri.

Referências & Imagens:
• The Guardian UK: “’Forest cities’: the radical plan to save China from air pollution”
• Stefano Boeri Architetti: “Forest City”

As fotografias do monge Matthieu Ricard

O que esperar de fotos tiradas por um monge budista?
E se esse monge for também um ex-geneticista molecular do Instituto Pasteur, na França e ainda por cima considerado pela ciência como “o homem mais feliz do mundo”?

Essas são as fotografias do monge budista Matthieu Ricard, que em 2012 foi declarado por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, simplesmente como o “homem mais feliz do mundo”. Esses pesquisadores constataram que o cérebro de Ricard produzia um nível de ondas gama nunca antes relatada na neurociência.

O estudo revelou que, graças à meditação, ele tem uma capacidade incrivelmente anormal de sentir felicidade e uma propensão reduzida para a negatividade.

Um pouco sobre Matthieu Ricard

Nascido em 1946, Matthieu Ricard formou-se Ph.D. em genética molecular no Instituto Pasteur, em 1972, área que abandonou após completar sua tese de doutorado, para se dedicar ao budismo tibetano.

De lá para cá, são mais de 40 anos dedicados à prática do budismo e da meditação.

fotografias do monge budista Matthieu Ricard
Fotografia tirada pelo monge budista Matthieu Ricard.

As fotografias do monge

“A vida espiritual de Matthieu e sua câmera são uma coisa só, da qual jorra essas imagens, efêmeras e eternas” – Henri Cartier Bresson, sonbre o trabalho fotográfico de Matthieu Ricard.

Matthieu consegue capturar de uma forma única a felicidade nas suas fotografias, seja dos mestres espirituais ou mesmo das pessoas “comuns” que fotografa no Nepal, país onde reside, no monastério de Shechen Tennyi Dargyeling. Além de pessoas, Matthieu Ricard também fotografa diversas paisagens naturais da região do Himalaia.

Publicou os livros de fotografia “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet”, além de participar de outros projetos como os também livros fotográficos “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”.

Os livros do monge

Além da fotografia, Matthieu Ricard também se dedica a espalhar os conceitos de felicidade, meditação e do budismo em todo o ocidente. Tem dois livros lançados em português, “Felicidade. A Prática do Bem-Estar” e “A Revolução do Altruísmo”.

Para saber mais

Suas fotografias, além de outras informações sobre projetos pessoais podem ser acompanhados em seu site pessoal: matthieuricard.org. Visite e conheça.

Entenda o Projeto ReSource e a neurociência da compaixão

Nesta palestra, postada pelo canal Lojong, no Youtube, e que você pode assistir logo abaixo, Tania Singer, diretora do departamento de neurociência no “Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences”, em Leipzig, Alemanha, apresenta o Projeto ReSource, um estudo científico que comprova como é possível mudar nossas mentes – inclusive fisicamente – com práticas diárias de 30 minutos de meditação, voltada principalmente para a compaixão.

Singer revela como o resultado positivo desses estudos podem influenciar e mudar significativamente os valores pré-estabelecidos da sociedade em que vivemos, incluindo uma revisão das nossas leis, das formas de consumo e também sobre a forma como educamos as crianças.

Aplicando os treinamentos do Projeto ReSource em larga escala, poderíamos desenvolver aos poucos uma sociedade menos egoísta e mais altruísta, menos violenta e mais pacífica, com valores e referências que não fazem parte a nenhuma religião, mas sim de um treinamento do cérebro voltado simplesmente para a compaixão.

Assista abaixo ao video e entenda mais sobre o projeto e os resultados das pesquisas(ative as legendas clicando no ícone de legenda na barra inferior do próprio vídeo):

https://youtu.be/B1vN3J3FLx0

Saiba quais são os possiveis perigos dos parabenos para sua saúde

Os parabenos são conservantes sintéticos utilizados em milhares de produtos em todo o mundo, como alimentos, medicamentos e principalmente cosméticos, como shampoos e condicionadores(adulto e infantis), maquiagens, loções, esmaltes, cremes, desodorantes, sabonetes, perfumes, etc. Esta matéria tem por objetivo mostrar quais são os possiveis perigos dos parabenos para sua saúde e como você pode(ou deve) fazer para evitá-los.

O questionamento dos perigos dos parabenos para sua saúde surgiram após algumas pesquisas mostrarem indícios do uso destes conservantes com o desenvolvimento de certos tipos de câncer, como o de mama(em 2004, um estudo conduzido por oncologistas da Universidade de Reading, Inglaterra, com tecidos de mama cancerígenos, verificaram que 99% das amostras analisadas de pacientes haviam resquícios de parabenos).

Uma outra pesquisa, desta vez conduzida pelo Laboratório de Saúde Pública de Tóquio, em 2002, aponta que o propilparabeno, um tipo de parabeno, pode afetar(negativamente) a fertilidade de mamíferos.

Tudo isso porque o parabeno interfere no sistema endócrino e possui atividade estrogênica quando infiltrado em nosso corpo, o que significa que ele se passa por um hormônio. Por isso é considerado um disruptor(ou desregulador) endócrino(saiba mais aqui sobre os disruptores endócrinos).

Os tipos mais comuns de parabenos são o metilparabeno, o propilparabeno, o butilparabeno e o etilparabeno. Por isso, leia atentamente o rótulo dos produtos que você costuma consumir para verificar se estes possuem ou não parabenos. A melhor forma de evitar os perigos dos parabenos é se informando e evitando produtos que o contenham.

No Brasil, existe um controle rígido e um limite estabelecido pela Anvisa, que estabelece limites máximos de parabenos nos produtos, com concentrações máximas de 0,4% de cada parabeno e um máximo de 0,8% de parabenos totais em cosméticos.

Apesar disso, nossa sugestão é que você evite comprar produtos que contenham parabenos, valendo a pena até mesmo importar produtos naturais sem essa substância. Nós, por exemplo, costumamos comprar cosméticos importando estes do iherb.com, que demoram entre 1 e 2 meses para chegar mas valem muito a pena.

Outra solução: faça você mesmo seu cosmético natural!

Você também pode optar por fazer seu próprio cosmético em casa, usando seu próprio conservante natural(como por exemplo o óleo de coco, a canela, ou ambos, que são extremamente eficientes e saudáveis) e montando seu produto da forma como achar melhor.

Nós, do Cultivate, temos uma seção em nosso site(Faça você mesmo – clique aqui para conhecer) com diversas receitas de produtos que você pode fazer facilmente em casa, como pastas de dentes, enxaguantes bucais, repelentes de insetos, entre diversos outros.

Mesmo que você leia por aí artigos informando que os parabenos não são tão ruins assim e que não existem reais “perigos dos parabenos” para sua saúde, vale(e muito) evitar o risco, já que é comum a indústria fazer a defesa de substâncias(como já fizeram com o cigarro e com o chumbo presente em tintas, por exemplo – inclusive com artigos “científicos”) com grandes indícios de serem perigosas para a saúde, para amenizar seus prejuízos financeiros.

Infelizmente é assim que acontece sempre, o lucro colocado sobre o bem-estar e a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Fontes e referências
• Lookaholic – “Parabenos fazem mal para a saúde mesmo?”
• E-cycle – “Você conhece os problemas dos parabenos?”
• Beleza e Saúde – “Você se preocupa com os parabenos?”

O poder da meditação e da yoga no documentário “Free the Mind”

Dirigido por Phie Ambo, o documentário “Free the Mind” mostra como a ciência está investigando o poder da meditação e da yoga através de estudos e testes ordenados pelo pesquisador, neurocientista e renomado professor Richard Davidson.

Davidson foi incentivado, em 1992, por Dalai Lama a realizar diversos estudos sobre a meditação para comprovar seus benefícios.

Para o documentário, o neurocientista selecionou crianças e veteranos de guerra que desenvolveram transtornos psicológicos decorrentes de algum trauma e submeteu estes a longos períodos diários de meditação e yoga, porém durante apenas uma semana.

Durante o documentário, é possível perceber uma clara evolução daqueles que foram submetidas ao experimento, enfim, o poder da meditação e da yoga, tudo comprovado através de testes cujos resultados são mostrados ao final do filme.

É um documentário muito interessante, que vale a pena ver, disponível online para os assinantes da Netflix.

Para saber mais sobre o filme, clique aqui.

Trailer Oficial

O significado dos números nas embalagens plásticas e como isso afeta sua saúde

Você sabe o significado dos números nas embalagens plásticas, geralmente presentes na parte inferior de embalagens, copos, talheres e outros acessórios feitos com plástico?

Apesar de parecerem simples marcações de reciclagem, os números inseridos nos plásticos pode dizer muito sobre a composição e qual tipo de material utilizado para fazer aquele tipo de plástico.

E saiba que boa parte destes podem fazer muito mal para sua saúde, principalmente quando utilizados para armazenar alimentos e líquidos. Por isso é bom entender os significado desses números nas embalagens plásticas e desta forma proteger sua saúde.

Montamos abaixo uma lista com a função e também os riscos de cada um deles. Porém, para adiantar, prefira sempre utensílios plásticos marcados com os números 2, 4 e 5(na falta destes pode-se usar também o 1), que são os mais seguros para a saúde humana.

O significado dos números nas embalagens plásticas:

» Plásticos marcados com o número 1(PET): destinado para as embalagens PET, feitas a partir do “polietileno tereftalato”. São empregados também em garrafas para água mineral, refrigerantes, água, óleo, cremes, antissépticos bucais, entre muitos outros.

Riscos: estes plásticos não devem ser reutilizados, pois podem eventualmente libertar metais pesados ​​e substâncias químicas que afetam o equilíbrio hormonal. São destinados a aplicações de uso único.

» Plásticos marcados com o número 2(PEAD): são os “polietilenos de alta densidade”, destinados às embalagens de iogurte, leite, sucos, sorvetes e produtos de limpeza. Quando for comprar uma garrafa de água embalada com material plástico, dê preferência aquelas feitas com este material, pois são as mais seguras.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 3(PVC): são os “policloretos de vinila”, muito conhecidos na cozinha graças ao “plástico filme”, bastante utilizados para armazenar alimentos. Além disso, também são empregados em tubos, brinquedos, conexões para água, lonas, bolsas de sangue e soro, medicamentos, calçados, etc.

Riscos: podem liberar BPA e ftalatos, produtos químicos usados como aditivos para os plásticos com o intuito de torná-los mais maleáveis. Existem diversos estudos que ligam BPA e câncer. Ao entrar na corrente sanguínea, o BPA, ou Bisfenol-A confunde os receptores celulares no organismo e se comporta de forma parecida aos estrógenos naturais, isto é, como mais um hormônio do corpo. Com porções muito pequenas(nanomolares) desta substância no corpo, este já pode causar alterações na ação nos hormônios da tireóide, a liberação de insulina pelo pâncreas e aumentando a proliferação das células de gordura. (Saiba mais sobre os riscos do PVC nesta outra nossa matéria)

» Plásticos marcados com o número 4(PEBD): são os “polietilenos de baixa densidade”, polímeros usados para produzir sacos de lixo, sacolas de mercado, bolsas de soro fisiológico, etc.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 5(PP): são os “polipropilenos”, plásticos que podem ser usados para fabricar embalagens para alimentos, remédios, seringas descartáveis e outros produtos domésticos.

Riscos: são desconhecidos os riscos para a saúde causados por este tipo de material.

» Plásticos marcados com o número 6(PS): este é o “poliestiremo”, largamente utilizado na indústria e empregado na produção frascos, potes, bandejas de supermercado, aparelhos de barbear, partes internas de geladeiras, etc.

Riscos: o poliestireno é considerado um produto químico altamente tóxico, que pode ser liberado quando há um aquecimento deste material para aquecer alimentos em fornos microondas ou mesmo para servir chás e cafés quentes. Este material libera algumas substâncias cancerígenas e é comumente usado na produção de copos e talheres descartáveis.

» E finalmente, os plásticos marcados com o número 7(OUTROS): são as resinas plásticas, entre elas podemos citar o policarbonato, ABS, poliamida e acrílicos. É um dos tipos mais perigosos e infelizmente é muito usado nos garrafões de água e em recipientes para alimentos (potes de plástico usados na cozinha).

Riscos: muitos destes também liberam o BPA, ou Bisphenol-a, já tratado acima(plásticos marcados com o número 3) e relacionado ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Ao entrar no corpo, o BPA pode confundir os receptores celulares no organismo, se passando por estrógenos naturais, fazendo com que o corpo o absorva. (Saiba mais sobre os riscos do BPA nesta outra nossa matéria)

Esta substância é proibida em alguns países como Canadá, Dinamarca, Costa Rica e alguns estados americanos. No Brasil, até alguns anos atrás o Bisfenol A era utilizada na produção de mamadeiras, copos e pratos para bebês. Desde janeiro de 2012 o país proibiu a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A nas mamadeiras. Porém para os demais materiais plásticos, infelizmente o uso ainda está liberado.

Referências:
Blog O Diário – “O número nas embalagens plásticas e os seus efeitos na Saúde”
Mundo Educação – “Alerta para o uso de plásticos”
e-Cycle – “Maioria dos plásticos libera compostos parecidos com estrogênio, o que pode enganar o organismo e trazer problemas à saúde”

Entrevista com Vandana Shiva sobre sustentabilidade e preservação da biodiversidade

Entrevista com Vandana Shiva, indiana Ph.D. em filosofia e ativista pelo meio ambiente, ao Fronteiras do Pensamento.

Nessa entrevista, Vandana fala sobre sustentabilidade e reflete sobre as razões que a levaram a trabalhar com a preservação da biodiversidade e o movimento de preservação de sementes.

Os trechos abaixo da entrevista com Vandana Shiva ilustram bem a posição da indiana sobre temas como a “Revolução Verde”, a agroindústria, o controle e a propriedade intelectual sobre as sementes, os subsídios ao agronegócio e muito mais. São 11 minutos de entrevista que valem muito a pena.

“Punjab (Índia) é o território onde primeiro foi implementada a Revolução Verde, em 1965. A ela foi dado o Prêmio Nobel da Paz (1970). Mas em 1984, Punjab havia se tornado um território de guerra, com 30 mil mortos. O que me fazia pensar: se aquilo não era sobre paz e sim sobre guerra, o que é a Revolução Verde? Por que fazermos a agroindústria? Como se pode forçar a propriedade intelectual sobre as sementes e tornar os agricultores dependentes dessas patentes? Como se pode forçar os agricultores a abrir mão de suas vidas e suas culturas para que algumas empresas despejem produtos baratos mediante enormes subsídios? Desde então, tenho trabalhado para preservar a biodiversidade.”

“Essas batalhas são árduas, nós lutamos contra as maiores corporações do mundo. Mas eu prefiro levá-las adiante do que subjugar o planeta, suas espécies e seus povos à destruição que vêm causando. Esta é a batalha que nós temos hoje: das trezentas milhões de espécies que existem, sedentas por sobreviver livremente, versus a indústria da biotecnologia atuando para destruí-las, bani-las. Agricultores querendo cultivar alimentos saudáveis para as pessoas, acusados de não serem eficientes, quando são muito mais eficientes que os latifúndios. Eles não são subsidiados. O agronegócio não existiria sem seus 400 bilhões de dólares de subsídios. E, a cada instância, lucros e poder andam de mão dadas.”

Assista abaixo ao video com a entrevista com Vandana Shiva: