Como substituir o açúcar por opções saudáveis

Ganho de peso, cáries, diabetes tipo 2, aceleração do envelhecimento, diminuição da imunidade, inflamações generalizadas, câncer, problemas cognitivos e alterações da flora intestinal. Por incrível que possa parecer, todos esses problemas estão relacionados ao consumo do açúcar, principalmente o açúcar de mesa(refinado), a forma mais usada nos mais diversos tipos de receitas.

Os açúcares refinados não são somente vazio de nutrientes, mas também podem ser classificados como antinutrientes, já que consomem nutrientes de nosso próprio corpo(principalmente os minerais) para que possam ser metabolizados.

Por isso, você tem duas opções para evitar estes problemas: cortar o açúcar da sua dieta ou então substituí-lo por opções menos maléficas.

O ideal é que se faça as duas coisas.

Experimente, por exemplo, tomar aquele cafézinho diário sem açúcar. A experiência no início pode ser um pouco estranha, pois você vai sentir todo o amargor que naturalmente faz parte do sabor do café e que é anulado pelo açúcar. Depois de alguns dias(ou semanas, dependendo da pessoa) tomando o café sem adoçar, o estranho vai ser voltar a colocar açúcar no café.

Substituindo o açúcar por outro tipo de adoçante

Como sabemos, não é uma tarefa das mais fáceis escolher um substituto para o açúcar, já que alguns tipos de adoçantes estão também associados a doenças como o câncer, por exemplo.

As soluções ideais

A primeira e mais natural solução seria a utilização do mel de abelhas, que possui 80% de açúcar, sendo por volta 40% frutose e 40% glicose e é rico em aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes.

O açúcar mascavo seria uma outra boa opção, mas precisa ser usado com cautela, já que o seu índice glicêmico também é alto. É rico em ferro, por isso um aliado contra a anemia, além de possuir outras vitaminas e minerais, como o manganês, magnésio e potássio.

Outro tipo de açúcar que é bem interessante, mas que também precisa ser usado com parcimônia, é o açúcar de coco. Ele possui um índice glicêmico bem mais baixo e por isso é metabolizado mais lentamente pelo organismo, sem elevar de maneira brusca os níveis de glicose no sangue.

A Stévia é uma das soluções ideais para aqueles que sofrem de diabetes, já que ajuda a diminuir os níveis de glicose no sangue.

O Xilitol

O xilitol é o adoçante da moda(e com muitos motivos), já que tem um sabor muito próximo do açúcar, mas com 40% menos calorias, além de um índice glicêmico muito baixo. Ajuda a evitar cáries e placas bacterianas, já que torna a saliva alcalina. O Xilitol é tão eficiente e benéfico para os dentes que você pode até fazer uma pasta de dentes caseira com ele(veja aqui nossa receita).

Funciona também como um prebiótico, alimentando as bactérias benéficas da nossa flora intestinal. Além disso, ele melhora a absorção de cálcio no organismo, ajuda a combater infecções nos ouvidos e sinus. É eficiente também contra a Candida Albicans, fungo causador de inúmeros problemas de saúde.

Atenção!

O Xilitol só tem um porém: é extremamente perigoso para os animais domésticos, principalmente os cães.

O grande problema é que tanto nos humanos como nos cães, o nível de açúcar é controlado através do pâncreas, que libera insulina com essa finalidade. Porém, para as espécies não primatas, o consumo de xilitol(mesmo em pequenas quantidades), produz a estimulação do pâncreas para liberar a insulina, o que resulta em uma diminuição rápida dos níveis de açúcar no sangue.

Assim, dependendo do tamanho do animal e da quantidade consumida, essa hipoglicemia poderá acontecer entre dez e sessenta minutos depois da ingestão do produto e poderá causar danos permanentes e até mesmo a morte do animal.

Portanto, mantenha sua pasta de dente e também o seu xilitol armazenado bem longe destes animais, já que ele é praticamente um veneno para eles.

Referências / Fontes:
Flávio Passos
Estilo UOL

Os perigos e os dissabores do forno micro-ondas

Ícone da sociedade de consumo baseada na velocidade em detrimento da qualidade, o forno micro-ondas foi descoberto por acaso em 1945 pelo engenheiro electrotécnico Percy LeBaron Spencer, quando uma barra de chocolate que levava no bolso derreteu quando este passava por um radar.

Logo o forno micro-ondas, graças a velocidade que aquecia os alimentos, foi visto como um substituto do forno convencional. Foi adotado em praticamente em todas as residências brasileiras principalmente à partír dos anos 90.

Mas, vale a pena ter um forno deste em casa?

Para nós, a resposta é fácil: não.

Primeiro, o sabor e a textura do alimento aquecido é muito pior quando comparado ao forno tradicional. Experimente aquecer uma empada ou um quiche, por exemplo. O resultado é que o que era para ser crocante fica totalmente mole e sem sabor!

Em segundo lugar, é necessário saber que o forno micro-ondas funciona com uma radiação eletromagnética de alta frequência e que um vazamento desta radiação pode ser extremamente perigosa para sua saúde.

Se mesmo assim você quiser utilizar este tipo de forno, vale prestar atenção ao tempo de uso do aparelho, se a porta está funcionando direitinho e mesmo assim mantenha distância quando este estiver ligado.

Além disso, não se deve ficar olhando de perto o funcionamento do forno porque os olhos possuem muita água, cujas moléculas também são agitadas e aquecidas pelas microondas”, afirma o engenheiro eletrônico José Kleber da Cunha Pinto, da Universidade de São Paulo (USP).

Você também pode correr riscos ao aquecer recipientes plásticos compostos por BPA ou outras substâncias que podem ser cancerígenas(leia mais sobre o BPA aqui).

E como fazer pipoca sem micro-ondas?

Fácil! Basta uma panela, um pouco de óleo e alguns minutos a mais de paciência, já que não demora muito mais para a pipoca ficar pronta no fogão se comparada ao micro-ondas. Cerca de 5 minutos de diferença e olhe lá.

Quer mais motivos?

Um estudo realizado em 1999 sobre o cozimento de aspargos indicou que sua preparação no micro-ondas causou redução de vitaminas. Em outro estudo, desta vez sobre o alho, mostrou que 60 segundos de aquecimento no micro-ondas era suficiente para desativar a aliinase, princípio ativo do alho utilizado contra o câncer. Já o brócolis refogado no micro-ondas com pouca água perdeu até 97% dos antioxidantes benéficos.

E então, quer um alimento sem sabor, sem textura e sem nutrientes? Então use o micro-ondas.

O aquecimento no microondas cria novos compostos que não são encontrados na natureza, conhecidos como compostos radiolíticos. Ainda não sabemos qual o efeito dessas substâncias no corpo humano, mas já sabemos que não promovem a saúde.

Para finalizar, esqueça a comida com sabor de plástico! Lembre-se que nada é tão bom quanto o sabor de um alimento preparado no forno ou fogão, mesmo que de uma forma prática para suportar a correria do nosso dia-a-dia.

Fontes:
Ecycle
Cura pela Vida
Mundo Estranho
Green Me

The art of flying, por Jan van IJken

“The art of flying” é um curta-documentário sobre o incrível “show”aéreo feito pelo pássaro da espécie estorninho-comum. Ainda não se sabe como os milhares de pássaros podem voar em enxames tão densos sem colidir.

Todas as noites, os estorninhos se reúnem ao entardecer para realizar o seu deslumbrante show aéreo, voando em bandos compactos, em interessantes evoluções, mudando rapidamente de direção tal como um cardume de peixes.

Com frequência, após a época de reprodução, oferecem esse espectáculo tanto no campo como nas grandes cidades.

Uma outra característica interessante e menos conhecida dos estorninhos é a sua capacidade de ingestão de álcool. Graças a uma enzima específica que produz, consegue processar o álcool 14 vezes mais rapidamente que um ser humano!

Para saber mais sobre o documentário acesse janvanijken.com.

Meditação pode ajudar contra doenças cardíacas

Pela primeira vez, a American Heart Association (AHA) emitiu uma declaração sobre os efeitos positivos da meditação para o coração.

Especialistas do AHA revisaram dezenas de estudos analizando 8 diferentes tipos de meditação e seus efeitos positivos em relação a diversos problemas cardíacos, como por exemplo o ataque cardíaco, a pressão sanguínea, o estresse, a aterosclerose, etc.

No geral, os estudos foram considerados encorajadores e positivos, como afirmou a Dra. Glenn Levine, presidente da AHA e da American College of Cardiology. Mas os dados ainda não são suficientes para justificar uma recomendação da meditação para tratamentos de doenças cardíacas.

“Nossa mensagem clara é que a meditação pode ser uma intervenção [adicional] boa, mas especificamente não queremos que as pessoas dependam da meditação ou de outras intervenções auxiliares no lugar de terapias comprovadas”, diz Levine.

A meditação pode ajudar a diminuir alguns dos fatores de risco para doença cardíaca, como reduzir o estresse e a pressão arterial. Ela ajuda a reduzir os níveis de hormônios do estresse no corpo, que são associados a um maior risco de ataques cardíacos e mantém a pressão arterial baixa, reduzindo o risco de problemas cardíacos.

De qualquer forma, a meditação pode atuar como um complemento, e assim que novos estudos forem realizados, a meditação pode ganhar ainda mais força nos diversos tipos de tratamento.

Fonte: Revista TIME

Menos é mais: por uma vida minimalista e menos ordinária

“Menos é mais”(do inglês “less is more”) é uma frase do alemão Ludwig Mies van der Rohe. Rohe, ficou famoso mundialmente pelas suas diversas obras arquitetônicas e também pelo design de objetos, como por exemplo a poltrona “barcelona”, criada em 1929, com suas pernas em formato de X e design minimalista.

Porém, “menos é mais” atualmente representa muito mais que um movimento artístico ou conceitual.

Enxergando além do consumo e da futilidade

Com a ascensão do consumismo, das “black fridays”(com brigas por produtos e tudo mais), dos smartphones, dos SUV’s e da busca generalizada pelos bens materiais, “menos é mais” passou a representar um estilo de vida para aqueles que buscam algo além do consumo e da futilidade.

As denominações para este novo movimento são diversas: simplicidade voluntária, vida minimalista, vida simples, etc.

Viver com menos passou a significar leveza, desapego emocional de objetos e do consumo, liberando energia para aquilo que realmente importa: a busca do conhecimento, da saúde física e mental e uma melhoria nas relações humanas.

Mais diversão, mais vida

Além disso, viver com menos, ao contrário do que possa parecer, significa ter mais dinheiro. A lógica é clara e fácil de entender, já que para ter mais dinheiro você tem duas opções: ganhar mais ou se livrar dos gastos. Desses dois, temos controle somente sobre este último, o corte dos gastos.

Com o dinheiro que sobra, da pra viajar mais, passear mais, sair mais com os amigos, com a família, ir mais ao teatro, cinema, shows, parques, enfim, ter uma vida mais ativa e interessante do que teria na frente do seu “novo” smartphone(que dentro de 6 meses ou menos nem novo será) ou dentro do seu poluente e espaçoso carro gigante.

“Muitas pessoas usam as redes sociais não para ampliar seus horizontes, mas para se trancarem em uma zona de conforto”. Zygmunt Bauman

Com uma vida minimalista, também temos a liberdade de não precisar passar horas e horas em empregos que não nos deixam felizes. Os gastos e as contas nos tornam escravos de nossos salários. Você pode facilmente ganhar menos em um emprego que gosta e viver muito melhor do que vive hoje.

Você não é aquilo que consome

As pessoas estão tentando comprar felicidade, vivendo em uma ilusão de que o mundo pode ser perfeito, bastando consumir aquilo que possa dar essa impressão. Se está triste, consuma. Se está feliz, consuma. Essa é a triste ideia básica do capitalismo.

A proposta minimalista afronta o sistema, as grandes corporações, os anunciantes e a publicidade como um todo, já que retira o rótulo de “consumidor” de uma pessoa e coloca em seu lugar de volta o ser que pensa e faz suas escolhas com base naquilo que realmente importa. Isso pode realmente começar a mudar a sociedade em que vivemos.

“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.” – Jiddu Krishnamurti

Selecionamos algumas ideias abaixo para você iniciar uma vida um pouco mais minimalista em prática:

Compre menos. Antes de comprar qualquer coisa, avalie se aquilo será realmente útil para você.
Doe mais. Você se livra do excesso e ainda ajuda os outros.
Compartilhe mais, empreste e pegue emprestado(e devolva, por favor). Você não precisa ter em casa algo que só utiliza uma vez por mês.
• Faça uma coisa de cada vez, ao contrário dos computadores, nosso cérebro não é multitarefas.
• Descadastre-se de e-mails, notificações e tudo mais que possa chamar mais ainda sua atenção para os gadgets.
• E por falar em tecnologia, estabeleça pelo menos um dia da semana sem celular ou e-mail. Você não precisa(e não ganha para isso) checar seus e-mails profissionais quando está em casa descansando ou mesmo de férias.
Faça suas refeições sem checar seu celular, principalmente se estiver com outras pessoas. Concentre-se em comer.
• Insira uma pausa de 20 minutos entre todas as suas tarefas diárias. Aproveite este momento para ficar tranquilo, em silêncio e aprenda a observar o ambiente ao seu redor.
• Possui algum objeto sem utilidade em casa, mas que tem algum apelo emocional? Tire uma foto para guardar de recordação e passe ele pra frente.

Quer saber mais sobre minimalismo?

Aqui no Cultivate teremos a partir de hoje, diversas matérias sobre vida minimalista, consumo consciente, etc.

Além disso, você pode também acessar na internet diversos materiais bem interessantes sobre o tema. São eles:

• “Minimalism” – documentário disponível no catálogo da Netflix que mostra a vida e um pouco das ideias dos fundadores do site “The Minimalists”: os americanos Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus.
“Life Edited” Site que dá dicas e ideias de como viver melhor em espaços menores e mais simples.
“Be more with less” – Blog da “minimalista” Courtney Carver, com diversas informações, dicas e experiências pessoais sobre o tema.
“Becoming Minimalist” – Projeto de Joshua Becker sobre o minimalismo, com centenas de matérias.

Em resumo, ‘menos’ é tudo aquilo que precisamos.

Carne fraca, não se deixe enganar

A questão é: somos enganados diariamente, seja através das propagandas que assistimos, dos produtos que consumimos, dos noticiários que acompanhamos, dos políticos ou partidos em que votamos e inclusive até mesmo das matérias(pode ficar tranquilo que não é não é o caso desta) que a gente lê por aí.

Isso é um fato, mas pior do que isso, é que, como seres humanos, temos tendência a acreditar nessas mentiras, mesmo tendo consciência de que aquilo que esta nos sendo contado é falso.

Deixamos nos enganar para manter nosso prazer, nosso conforto, mesmo que isso prejudique nossa saúde, ou cause sofrimentos a outras pessoas, animais ou ao meio ambiente.

As pessoas para o consumo

Os seres humanos se tornaram simples consumidores, ávidos por produtos descartáveis, porém com conceitos “descolados” de fundo.

E vai desde a propaganda daquele carro de tamanho descomunal sendo pilotado no meio da natureza linda, bela e selvagem, mas que na realidade será dirigido em meio ao trânsito urbano, ocupando espaço e consumindo muita(muita mesmo) gasolina/petróleo, que polui e acelera a destruição desta mesma “natureza linda, bela e selvagem”, até uma simples embalagem plástica para armazenar alimentos, porém repleta de Bisphenol-A, substância cancerígena(saiba mais aqui).

Já os métodos usados pelas grandes indústrias para se defender de acusações é clara: basta investir em matérias ditas “científicas” para minimizar os problemas e desta forma iludir seus consumidores.

Além disso o apoio da publicidade e dos veículos de comunicação são essenciais para que o produto volte a ser largamente consumido e todo mundo esqueça seus malefícios.

Um exemplo é a indústria do tabaco, que sabia dos malefícios do fumo para os seres humanos bem antes destes serem revelados por estudos, porém, ela sabia também que as que evidências ligando o fumo a doenças eram estatísticas epidemiológicas, e que isso dava uma grande aberura jurídica já que era muito difícil relacionar diretamente o fumo ao câncer(Leia mais aqui).

Outra indústria que também segue este caminho é a indústria do açúcar, onde através do “Projeto 226”, pagou aos pesquisadores de Harvard o equivalente a 50 mil dólares por um artigo baseado em literatura científica sobre o consumo do açúcar(veja aqui). Fica claro aqui que o objetivo não era obter um artigo negativo, muito pelo contrário.

Outras grandes empresas, além dos casos acima — feita por grupos industriais que representam os interesses de setores como os produtores de carne e de frutas — costumam também financiar pesquisas ‘científicas”.

Desta forma essas pesquisas “positivas” financiadas se tornam parte da literatura científica e acabam sendo citados por outros pesquisadores, passando-se por um “fato científico”. O cigarro deixa de causar câncer, assim como o chumbo, o açúcar não causa mais diabetes e os agrotóximos fazem bem para sua saúde. Assim, muitas mentiras.

E por falar em carne

O caso mais recente, pelo menos no brasil, é o da investigação “carne fraca”, que identificou uma série de irregularidades nas empresas que comercializam diversos tipos de carne para consumo, como a carne de boi e o frango, por exemplo.

Porém, um dia depois das informações chocantes serem divulgadas publicamente, os veículos de comunicação, além do próprio governo, correram para “abafar” o caso, dizendo que a história não era bem essa, que estavam exagerando, enfim, uma clara tentativa de minimizar os prejuízos, que é tudo o que as grandes corporações querem.

Para o governo, é um prejuízo enorme com a exportação, já para os grandes grupos de mídia, serão muitas as perdas e investimentos publicitários.

Além disso, eles(governo + mídia) sabem também que as pessoas que consomem carne estão ávidas por um contraponto, por uma justificativa que alivie um pouco a preocupação com a saúde, mesmo que venha por meio de uma notícia falsa.

A carne e o câncer

Aliás, não foi a primeira vez que a carne foi relacionada a algo ruim, já que em 2015 a OMS(organização mundial de saúde), revelou o resultado de uma pesquisa que mostrava claramente a relação da carne processada e embutica com alguns tipos de câncer(leia aqui).

Mesmo com toda essa “epidemia” moderna de câncer, com crescimento no número de casos que muito claramente estão relacionados ao consumo tanto das carnes, como de outros tipos de alimentos industrializados repletos de conservantes cancerígenos como o nitrito, por exemplo, qual o resultado? Tudo abafado novamente, em prol dos interesses financeiros.

E por falar em animais

Um outro ponto, além da saúde, mas que está bem claro para as pessoas que se alimentam de carne — mas que estas também preferem se deixar enganar — é o do próprio abate do animal. As indústrias vendem a história do tratamento “humanizado” para os milhares de animais mortos diariamente em todo o planeta.

Porém, o que acontece é bem diferente. Caso não acredite, faça uma simples pesquisa na internet, ou, caso tenha coragem(e estômago), assista a vídeos como o filme Earthlings(assista aqui).

Existe uma saída?

É difícil encontrar uma saída fácil, mas a principal dica é: investigue, pesquise e não se deixe enganar.

Você não precisa ficar paranóico em busca de informações detalhadíssimas, mas pode melhorar muito a sua vida e também a dos demais simplesmente tendo consciência daquilo que você consome.

Não acredite em embalagens, propagandas, matérias ou tudo mais que encontra por aí. Entenda como funciona a sociedade e não se deixe enganar(consciente ou inconscientemente).

O poder dos quietos e introvertidos

Introvertidos, reservados, calados, fechados, envergonhados, tímidos, retraídos, misantropos. São diversas as denominações que os “quietos”, ou os “introvertidos” recebem durante a vida, muitas destas, infelizmente, de forma pejorativa.

Isso acontece devido ao fato de que vivemos em uma sociedade que valoriza cada vez mais as atividades em grupo, em detrimento das individuais. Comprou-se um conceito de que se temos mais gente participando de algo, logo o fruto disso terá mais qualidade, mais valor, o que nem sempre é verdade.

Comprovar isto é fácil, basta ver que aqueles que são mais extrovertidos dentro dos grupos são os mais recompensados, seja com uma nota maior, no caso das escolas, ou com um cargo mais alto, no caso das empresas.

Desta forma negligenciamos capacidade, inteligência, estudo, já que as vozes mais altas sobrepõem as mais baixas e ganham destaque, mesmo que sejam usadas para expressar algo que não seja útil ou inteligente. Quem é que nunca viu isso acontecer?

O poder dos quietos

É para contestar todo esse sistema, chamado também de “novo pensamento de grupo”, que Susan Cain, introvertida e quieta por natureza, escreveu o livro “O poder dos quietos”(compre aqui), que faz uma análise da valorização dada aos extrovertidos em escolas e ambientes profissionais.

“E para as(pessoas) que preferem ficar sozinhas ou simplesmente trabalhar sozinhas, elas costumam ser vistas como estranhas ou, pior, como problemas. E a grande maioria dos professores acredita que o estudante ideal é o extrovertido e não o introvertido, mesmo os introvertidos tendo melhores notas e sendo mais cultos, segundo pesquisa.” Susan Cain

Sucesso

O livro alcançou a quarta posição na lista dos mais vendidos do The New York Times, é baseado em seis anos de pesquisa e como resultado mostra que a criatividade depende da reflexão e da quietude para se desenvolver. Muitas das pessoas mais criativas da história, como Charles Darwin, Mahatma Gandhi e Albert Einstein, por exemplo, eram introvertidos.

Os introvertidos, de acordo com Susan Cain, são aqueles que por opção preferem ficar sozinhos, ter atividades individuais como a da leitura, por exemplo, sem a necessidade de muitos estímulos.

“Introversão é mais sobre como alguém reage à estimulação, incluindo estimulação social. Portanto, extrovertidos precisam de muita estimulação, enquanto os introvertidos se sentem mais vivos, mais ativos e mais capazes quando estão em ambientes mais silenciosos e calmos.” Susan Cain

Introvertidos no trabalho

No ambiente de trabalho, o potencial de liderança dos introvertidos é frequentemente negligenciado, já que é associado com o ato de se expressar em demasia, o que leva muitas vezes pessoas sem preparo a cargos superiores.

Isso acaba prejudicando tanto as empresas que fazem a seleção, como os introvertidos, que poderiam merecer muito mais aquele cargo, e claro, todas as demais pessoas que precisam lidar diariamente com alguém aparentemente preparado para liderar, porém não.

“De uma maneira gentil, você pode sacudir o mundo.” – Mahatma Gandhi

Palestras e entrevistas

Graças ao sucesso da pesquisa e consequentemente do livro ‘O poder dos quietos’, Susan Cain foi chamada também para dar diversas entrevistas e palestras. Uma destas palestras foi dada ao TED, que você pode assistir logo abaixo(a palestra é em Inglês, mas você pode acionar a legenda clicando no ícone no canto direito inferior do vídeo).

Comprar o livro ‘O poder dos quietos’

Caso você queira comprar o livro, o site da Amazon vende e entrega em sua casa. Veja o link abaixo(comprando por aqui você ainda ajuda o Cultivate):

Para saber mais acesse o site ‘Quiet Revolution’, projeto criado por Susan Cain que traz diversas outras informações sobre a escritora e seus projetos pessoais: quietrev.com.

Os 10 países com o maior número de vegetarianos no mundo

O vegetarianismo vem crescendo no mundo, assim como o veganismo, tanto por questões de saúde, como também éticas, ambientais e em alguns casos também religiosas.

Mas você já teve curiosidade em saber quais os países com o maior número de vegetarianos no mundo?

O site World Atlas e também a Wikipedia fizeram uma compilação de diversos estudos e pesquisas ao redor do mundo, elaboradas por institutos e organizações independentes para tentar classificar as nações de acordo com a porcentagem de vegetarianos em suas populações.

Colocamos aqui a listagem do World Atlas, que é mais específica, porém com resultados muito próximos ao da Wikipedia.

O primeiro lugar da lista é fácil de saber: a Índia. Cerca de 360 milhões de pessoas são vegetarianas nesse país, onde a população total chega atualmente a 1.2 bilhões.

Isso significa que a Índia tem mais vegetarianos do que todos os vegetarianos do restante do mundo juntos. A grande maioria dos vegetarianos indianos seguem a dieta por motivos religiosos.

A grande surpresa da lista é justamente o Brasil, que ficou em um surpreendente oitavo lugar.

Veja abaixo a lista completa dos países com o maior número de vegetarianos do mundo

India 38%
Israel 13%
Taiwan 12%
Italia 10%
Austria 9%
Alemanha 9%
Grã-Bretanha 9%
Brasil 8%
Irlanda 6%
10º Austrália 5%

Fonte & Referências
• World Atlas“Countries With The Highest Rates Of Vegetarianism”

• Wikipedia“Vegetarianism by country”

Conheça os motivos para você comer alimentos ricos em prebióticos

Os alimentos ricos em prebióticos, como o alho cru e as alcachofras, servem como comida para as boas bactérias, ou os chamados probióticos(isso mesmo, com “pro”), que quando bem alimentados geram diversos benefícios ao corpo humano.

Os probióticos são os alimentos que estão na moda quando se fala em saúde e nada mais são que as bactérias benéficas que vivem em nosso aparelho digestivo e encontradas em alimentos como iogurtes e alimentos fermentados.

os prebióticos são certos tipos de fibras encontradas naturalmente em alguns alimentos e que servem de alimento aos probióticos. Quando esses últimos se alimentam, eles não apenas se multiplicam, como também liberam subprodutos metabólicos, de acordo com um estudo(leia aqui) da University of Colorado Boulder(UCB).

Resumindo, os prebióticos deixam os probióticos felizes, e probióticos felizes trazem muitos benefícios para nossa saúde.

Mas nem todas as fibras são consideradas prebióticos, já que para ter essa classificação, o alimento prebiótico precisa, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Americano, ser resistente à acidez gástrica, passar por hidrólise por enzimas, ter absorção no trato gastrointestinal superior, além de ser fermentado pela microflora intestinal e por consequência estimular o crescimento das bactérias intestinais potencialmente associadas com a saúde e o bem-estar.

Além do alho cru e da alcachofra, outros alimentos ricos em prebióticos são: a cebola, o tomate, a banana, a cevada, aveia, trigo, cerveja e mel. Também está presente nas cascas de oleaginosas e leguminosas como a linhaça, soja e na raíz da chicória.

Os benefícios são diversos, como a melhora do sono, já que o estudo da UCB sugere que uma dieta rica em prebióticos melhora o sono no estágio anterior ao REM, que é o estágio mais profundo do sono.

Melhora da saúde psicológica e do cérebro, já que ao melhorar o sono automaticamente a saúde do cérebro melhorará consideravelmente.

Além disso, alimentos ricos em prebióticos ajudam a reduzir o risco de câncer coloretal, de acordo com nove estudos feitos pela Universidade de Minnesota. Também aumenta a absorção de cálcio e a sensação de saciedade, podendo levar até mesmo a perda de peso.

Por isso, a partir de hoje, coloque em sua lista de compras todos esses alimentos ricos em prebióticos.

Fonte / Referências:
• Tree Hugger : “6 reasons to eat more food rich in prebiotics”

Instituto Nacional de Saúde Americano

University of Colorado Boulder(UCB)

Conheça a cidade floresta que está sendo projetada na China

A poluição severa que afeta as grandes cidades chinesas pode estar com seus dias contados. A ideia vem do arquiteto Stefano Boeri, que projeta edifícios verdes, compostos de gigantescos jardins verticais, mas que agora quer expandir a ideia construindo sua primeira “cidade floresta”.

Boeri, que é italiano, ficou famoso por projetar na cidade de Milão o “Bosco Verticale”, arranha-céu composto por duas torres e repleto de verde. Graças ao seu reconhecimento neste projeto, foi chamado para construir na cidade de Nanjing mais duas torres, seu primeiro projeto na Ásia.

Para se ter uma ideia, este novo projeto que Boeri está desenhando para a cidade de Nanjing, terá 23 espécies de árvores e mais de 2.500 cascatas de arbustos e imagina-se que irá absorver 25 toneladas de dióxido de carbono do ar a cada ano e produzir cerca de 60 kg de oxigênio a cada dia.

cidade floresta

“Duas torres em um grande ambiente urbano, tais como Nanjing é uma pequena contribuição, mas é também um exemplo. Esperamos que este modelo de arquitetura verde possa ser reproduzida, copiada e replicada.” disse Boeri.

Mas Stefano Boeri quer ir ainda mais longe e pretende construir futuramente na China uma cidade inteiramente composta de prédios verdes, sua “cidade floresta”.

Ele está desenhando um novo projeto baseado na ideia e imagina que até 2020 possamos ter a primeira cidade floresta do mundo. Stefano Boeri diz acreditar que os governantes chineses não desejam mais ter imensas e populosas megalópoles, mas sim diversas cidades verdes com até 100 mil habitantes.

cidade floresta
Cidade floresta projetada para Liuzhou

A cidade de Luizhou será provavelmente a primeira contemplada, com uma população de 1,5 milhões de habitantes e localizada em uma região bem montanhosa.

O conceito de cidade floresta é uma esperança, pois podem ajudar bastante no desenvolvimento sustentável de todo o planeta, já que os modelos estruturais atuais de cidades estão claramente decadentes.

São conglomerados com milhares(ou milhões) de pessoas vivendo em cidades que não os comportam, gerando trânsitos inimagináveis, poluições altamente tóxicas, péssima qualidade de vida, danos quase que irreparáveis ao meio ambiente e por fim diversos problemas de saúde para seus habitantes.

“Pensamos e esperamos que esta ideia florestas verticais possam ser replicadas em qualquer lugar. Eu não vejo absolutamente nenhum problema se há pessoas que estão copiando ou replicando isso. Espero que o que temos feito possa ser útil para outros tipos de experiências.” finalizou Boeri.

Referências & Imagens:
• The Guardian UK: “’Forest cities’: the radical plan to save China from air pollution”
• Stefano Boeri Architetti: “Forest City”